1O REI Nabucodonosor, da Babilônia, reuniu então todo o seu exército e cercou a cidade de Jerusalém, chegando ali no dia 25 de março do nono ano do reinado de Zedequias, rei de Judá.
2O cerco continuou até ao ano onze do seu reinado.
3O último alimento que havia na cidade foi comido no dia 24 de julho,
4e naquela noite o rei e seus soldados fizeram um buraco no muro interno e fugiram em direção de Arabá, passando por uma porta que existe entre os muros duplos, perto do jardim do rei.
5Os soldados babilônios que cercavam a cidade saíram atrás do rei e o prenderam nas planícies de Jericó, e todos os seus homens se espalharam.
6Zedequias foi levado para Ribla, onde foi julgado e condenado perante o rei de Babilônia.
7Foi também obrigado a ver matarem os seus filhos diante dos seus olhos; depois lhe vazaram os olhos e ele foi amarrado com correntes e levado para Babilônia.
8O general Nebuzaradã, chefe da guarda real, chegou a Jerusalém, vindo de Babilônia, no dia 22 de julho no ano dezenove do reinado de Nabucodonosor.
9Ele pôs fogo no templo, no palácio e em todas as outras casas que tinham algum valor.
10Depois dirigiu os trabalhos dos soldados babilônios, que derrubaram os muros de Jerusalém.
11O restante do povo da cidade e os judeus desertores que se declararam fiéis ao rei de Babilônia, todos foram levados presos para Babilônia.
12Mas os que eram muito pobres ficaram para cultivar a terra.
13Os babilônios cortaram em pedaços as colunas de bronze do templo, e também o tanque de bronze e suas bases, e transportaram todo o bronze para Babilônia.
14Também eles levaram todas as panelas, as pás, os braseiros, as espevitadeiras, e os outros instrumentos de bronze para os sacrifícios. Os vasos de ouro e de prata, com o restante do ouro e da prata foram derretidos e transformados em barras.
16Era impossível calcular o peso das duas colunas e do grande tanque e suas bases - tudo feito para o templo pelo rei Salomão - porque eram pesados demais.
17Cada coluna tinha mais ou menos oito metros de altura, com uma complicada série de romãs decorando os capitéis de mais ou menos um metro e quarenta centímetros no alto das colunas.
18O general levou Seraías, o sumo sacerdote, seu ajudante Sofonias e os três guardas do templo para a Babilônia, como prisioneiros.
19Um comandante do exército de Judá, o oficial encarregado da convocação dos soldados, cinco dos conselheiros do rei, e sessenta lavradores, todos descobertos escondidos na cidade,
20foram levados pelo general Nebuzaradã à presença do rei de Babilônia em Ribla,
21onde todos foram mortos à espada. Assim Judá foi levado como escravo para fora de sua terra.
22Então o rei Nabucodonosor nomeou a Gedalias, filho de Aicão e neto de Sofã, como governador do povo que ficou em Judá.
23Quando os soldados guerrilheiros de Israel souberam que o rei de Babilônia tinha nomeado a Gedalias como governador, alguns desses chefes da resistência e seus homens vieram encontrar-se com ele em Mispa. Dentre eles estavam: Ismael, filho de Netanias; Joanã, filho de Careá; Seraías, filho de Tanumete, o Netofatita; e Jezanias, filho do maacatita, e os seus homens.
24Gedalias prometeu a eles que se se entregassem e se submetessem aos babilônios, poderiam morar na terra e não seriam levados para fora do país como escravos.
25Contudo, sete meses depois, Ismael, que era membro da família real, foi a Mispa com dez homens, e matou a Gedalias e todos os que estavam com ele, tanto judeus como babilônios.
26Nessa ocasião todos os homens de Judá e os chefes guerrilheiros fugiram apavorados para o Egito, porque tinham medo do que os babilônios fariam a eles.
27O rei Joaquim foi posto em liberdade no dia vinte e sete do último mês do ano trinta e sete de sua prisão. Isto aconteceu no primeiro ano do reinado de Evil-Merodaque, rei de Babilônia.
28Ele tratou Joaquim com bondade, e deu a ele tratamento melhor do que o tratamento dado a todos os outros reis que estavam presos na Babilônia.
29Joaquim recebeu roupas novas para substituir as suas roupas de prisioneiro, e enquanto viveu, comia regularmente à mesa do rei.
30O rei também deu a ele uma verba diária em dinheiro, durante o restante dos dias de sua vida.