1CERTO DIA DO mês de abril, quatro meses mais tarde, enquanto eu servia o vinho ao rei,
2ele me perguntou: "Por que você está com uma cara tão triste? Por acaso está doente? Você me parece um homem que está passando por grandes dificuldades. " Pois até esse momento eu sempre procurava parecer contente quando estava na presença do rei. Fiquei muito assustado com a pergunta,
3mas respondi: "Senhor, por que não deveria eu estar triste? Pois a cidade onde estão enterrados os meus avós e os meus pais está em ruínas, e as portas foram queimadas completamente! "
4"Bem, e o que se pode fazer? " perguntou o rei. Fiz depressa uma oração ao Deus do céu pedindo orientação,
5e respondi: "Se for do agrado de Vossa Majestade e se Vossa Majestade me tratar com seu real favor, peço que me mande a Judá para reconstruir a cidade de meus pais! "
6A rainha estava sentada ao lado do rei, e então ele me perguntou: "Quanto tempo você ficará ausente? Quando pretende voltar? " E assim fizemos um acordo. Eu marquei um prazo para a minha partida!
7Então acrescentei mais isto ao meu pedido: “Se for do agrado do rei, peço que me dê cartas de apresentação para os governadores que estão a oeste do rio Eufrates, com instruções para que eles me deixem passar pelas suas terras em minha viagem para Judá”;
8“também uma carta para Asafe, o administrador das florestas do rei, com instruções para que ele me forneça a madeira para as vigas e para as portas da fortaleza que fica perto do templo, e para os muros da cidade e para a minha própria casa". E o rei concordou com esses pedidos, pois Deus estava sendo bondoso para mim.
9Quando cheguei às terras que ficam a oeste do rio Eufrates, entreguei as cartas do rei aos governadores ali. Devo acrescentar que o rei mandou comigo oficiais do exército e tropas para minha proteção!
10Aconteceu que Sambalá, o horonita, e Tobias, um amonita que fazia parte do governo, ouviram falar de minha chegada, e ficaram com muita raiva pelo fato de alguém estar interessado em ajudar a Israel.
12saí durante a noite, sem que ninguém visse, e levei comigo apenas alguns homens, pois eu não havia falado com ninguém a respeito dos planos para Jerusalém, que Deus tinha colocado em meu coração. Eu ia montado no meu burro e os outros iam a pé;
13saímos pela Porta do Vale em direção à Fonte do Dragão e fomos até à Porta do Monturo para ver os muros derrubados e as portas queimadas.
14Depois fomos até à Porta da Fonte e ao Açude do Rei, mas o meu animal não podia passar porque havia muita pedra no caminho.
15Assim, demos uma volta ao redor da cidade e segui pelo ribeiro, examinando o muro, e entrei de novo pela Porta do Vale.
16As autoridades da cidade não sabiam aonde eu tinha ido, nem o que fui fazer lá, pois até esse momento não tinha dito nada a ninguém a respeito dos meus planos nem aos chefes políticos ou religiosos, nem mesmo àqueles que deviam estar fazendo o trabalho.
17Mas agora disse a eles: "Vocês conhecem muito bem a tragédia de nossa cidade; ela está em ruínas e as portas estão queimadas. Vamos reconstruir os muros de Jerusalém e vamos ficar livres desta desgraça! "
18Então disse a eles sobre o desejo que Deus havia colocado em meu coração, e falei da minha conversa com o rei; e do plano com o qual o Rei estava de acordo. Eles responderam imediatamente: "Ótimo! Vamos reconstruir os muros! " E assim a obra teve início.
19Quando Sambalá, Tobias e Gesém, o árabe, ouviram falar de nosso plano, eles zombaram e disseram: "O que estão fazendo? Vocês não percebem que desta maneira estão se revoltando contra o rei? "
20Mas eu respondi: "O Deus do céu nos ajudará, e nós, os servos dEle, reconstruiremos estes muros; porém vocês não podem ajudar neste trabalho. "