1Ó SENHOR, DEUS meu Salvador, dia e noite sem parar eu choro e imploro a tua ajuda.
2Escuta a minha oração, ouve os meus pedidos desesperados de socorro!
3Não há mais lugar em meu coração para tantas tristezas e males; sinto que estou muito próximo da morte.
4Todos dizem que é apenas uma questão de tempo, que já estou praticamente morto.
5Fui abandonado entre os mortos, como um soldado qualquer que morre e fica estendido no campo de batalha, gente que Tu esqueceste e abandonaste à própria sorte.
6Tu me lançaste num abismo profundo, num buraco tão escuro que eu morro de medo.
7A tua ira pesa como chumbo sobre mim; uma após a outra, as tuas ondas me encobrem e derrubam.
8Fizeste os meus amigos fugirem de mim; eles me detestam. Estou trancado numa prisão e não consigo fugir!
9Desesperado, chorei tanto que já não enxergo direito; todos os dias, sem parar, eu me ajoelho e peço a tua ajuda, Senhor.
10Em breve, já será tarde demais! Para que farás milagres, quando eu já estiver morto? Lá eu não poderei Te louvar!
11Depois de morto não poderei falar a outros da tua bondade; na sepultura não poderei mostrar aos homens como Tu és fiel.
12No mundo das trevas, quem irá contar os teus milagres? Quem anunciará a tua justiça na Terra do Eterno Esquecimento?
13Por isso, enquanto estou vivo, Senhor, peço o teu socorro com gritos e gemidos! Muito antes do sol raiar, a minha oração já foi feita a Ti.
14Por que, Senhor, não queres que eu viva na tua presença? Por que escondes o teu rosto de mim?
15Desde moço ando fraco e abatido, às portas da morte. O peso do teu castigo me deixou confuso e desorientado.
16Fui arrastado pelas ondas da tua ira; os teus golpes violentos acabaram comigo.