1A MOÇA: "EU sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. " O rei Salomão:
2"Sim, você é um lírio entre os espinhos. Essa é uma boa comparação entre a minha amada e as outras moças. " A Moça:
3"O meu amado é como uma macieira; comparado com outros rapazes, ele é a árvore mais bonita do pomar. Eu me sento à sombra dele; como é gostoso o seu fruto!
4Ele me leva ao salão de festas e mostra a todos quanto me ama.
5Ah, mate minha fome com o seu amor - com suas passas e maçãs - porque eu estou quase morrendo de tanto amar.
6Ele me abraça com a mão direita e com a mão esquerda me afaga a cabeça.
7Moças de Jerusalém, eu proíbo, pelas gazelas e cervas do campo, que vocês acordem o meu amado. Deixem que ele durma! " A moça:
8"Ah, estou ouvindo o meu amado! Ai vem ele, saltando pelos morros, subindo os montes.
9O meu amado é como uma gazela, ou um gamo. Olhe, lá está ele, por trás do muro; e agora, está espiando pela janela.
10"O meu amado me disse: Levante-se meu amor, minha querida, e venha comigo.
12As flores estão crescendo e chegou o tempo em que os pássaros estão cantando nas árvores. A primavera chegou!
13As árvores ficam verdes de folhas novas" e as vidOVÉReiras florescem. Que cheiro delicioso elas têm! Levante-se, meu amor, minha linda amada, e venha comigo.
14A minha pomba se esconde entre as pedras, por trás de uma fenda entre as rochas. Chame-me para eu ouvir sua bela voz; apareça para eu ver seu lindo rosto.
15"As raposinhas estão acabando com as plantações de uvas. Apanhem as raposas porque as plantações estão em flor.
16"O meu amado é meu e eu sou dele. Ele dá de comer ao seu rebanho num pasto cheio de flores!
17Antes do dia raiar, antes das sombras sumirem, volte para mim, meu querido. Volte depressa como uma gazela ou como o gamo que corre sobre os montes perfumados. "